Quarta-feira, 6 de Agosto de 2008

L

Atrás da poesia no meu caderno
leio como mangá do meio século
olhos e misturas de todos os tipos
me remetem a ontem
e hieroglifos (sic)
Do meio século
Folheio como um jornal
na parte de esportes
Vejo meus triunfos
e com alguma sorte
eu desconecto
convexo saio desta parede
contesto, discuto o que há na
minha mente. De meio século.

O Poeta

19:24h Av. Ipiranga, leste

Pra mim o apartamento
mais valorizado
é o que tem sacada
com vista para a lua!

Segunda-feira, 4 de Agosto de 2008

Uma mensagem à Bebela

Vou viajar contigo essa noite, conhecer a cidade magnífica: Velha cidade supernova, vagando no teu passo sideral!
Quero alcançar a cúpula mais alta, avistar da torre a via-láctea
Sumir ao negro das colunas, resplandecer em lâmpadas de gás

Eu, astronauta lírico em terra
Indo a teu lado, leve, pensativo
A lua que ao te ver parece grata me aceita com a forma de um sorriso!
Eu, astronauta lírico em terra, indo a teu lado, leve, pensativo
Quero perder o medo da poesia, encontrar a métrica e a lágrima.
Onde os caminhos se bifurcam, flanando na miragem de um jardim...
Quero sentir o vento das esquinas, circulando a calma do meu íntimo!
Entre a poeira das palavras subir na tua voz em espiral

Eu, astronauta lírico em terra
Indo a teu lado, leve, pensativo
A lua que ao te ver parece grata me aceita com a forma de um sorriso.
Eu, astronauta lírico em terra
Indo a teu lado, leve, pensativo

Vou viajar contigo essa noite e inventar a cidade magnífica
Desesperar que o dia nasça; Levado em teu abraço sideral

Eu, astronauta lírico em terra
Indo a teu lado, leve, pensativo

Terça-feira, 22 de Julho de 2008

Caderno H

muitos reclamam daqui minha linguagem quintanista.
desculpem-me. O mais difícil, mesmo, é a arte de desler.

Domingo, 20 de Julho de 2008

Conversas em um caderno emprestado.

-Venha.
-Vou.
-Veio.
-Foi?

O coração está com pressa.

13.08.07 - 11:25

Ontei passei a noite respirando o dia de hoje
vento-brisa-primavera
Fecho os olhos, sinto:
Como ela me acalma!

Ah!
E vem chegando a primavera...sim,
nosso futuro recomeça.

Em busca da poesia.

Os fundos de cadernos têm muita história pra contar.