sexta-feira, 9 de março de 2012

Something

(George Harrison soube)

Something in the way she moves
Attracts me like no other lover
Something in the way she woos me

I don't want to leave her now
You know I believe and how

Somewhere in her smile she knows
That I don't need no other lover
Something in her style that shows me

I don't want to leave her now
You know I believe and how

You're asking me will my love grow
I don't know, I don't know
You stick around now it may show
I don't know, I don't know

Something in the way she knows
And all I have to do is think of her
Something in the things she shows me

I don't want to leave her now
You know I believe and how




quinta-feira, 14 de julho de 2011

Drinking coffee every day

1

Já era noite,

o tempo já me consumía.

O cabelo e a cara amarela

uma é natural

a outra é de anemía.

2

Esse lugar me dá nojo.

Abaixo de mim, a escória da humanidade.

"É hora de saltar do quinto,

cair no lixo, não morrer sorrindo."

3

Lá no céu a Esperança,

nome de mulher amarga.

O azul é como andar de bicicleta,

é como caminhar contra o vento por essa cidade.

"A Esperança, essa mulher amarga.",

4

Contas

contas

e mais contas.

5

O que pensará esta vizinha quando eu cair?

Aliás, quem me disse que é uma vizinha?

As prateleiras, claro - mulher gosta muito de plateleiras.

Toda mulher necessita um suporte.

6

Visão escura,

É o que eu não necessito nessa hora.

De que adianta uma sala de reuniões,

se nem amigos tenho para visitarem-me?

Vou por minha droga.

7

Aí estás.

Por favor,

desce e não demora

não borbulha

nem esfumaça agora.

Eu só quero consumir.

8

Por que tamanha lentidão?

É para culpar-me de todos que já fiz esperar?

É para dizer que todos esperavam de mim um gênio e saí blasfemo?

9

Esse é meu futuro, túnel escuro.

Ou a morte, ou a droga.

Essa é minha história.

10

Tu chegaste, minha amada.

Agora vou te consumir.

Droga negra

que vida minha alegra.

11

Uma vez mais, é assim:

ela me salvou.

Uma vez mais, eu direi:

-Drinking coffee every day.


____________


para ver esse poema em foto-novela, aqui está: http://www.flickr.com/photos/dukanadois/drinking-coffee

Dia de Chuva

Santo remédio para descobrir tênis furado.

terça-feira, 12 de julho de 2011

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Tem coisas que só o Rio Grande é capaz.

Aquela coisa do campo, a neblina, o frio e a lareira.
O cobertor, o vinho, a companhia e uma carpeta.


Eu só quero viajar
sair de Porto Alegre
deixar de trabalhar.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Tô contigo, Vitor Ramil

"Estou no meu apartamento em Copacabana, Rio de Janeiro, de calção e chinelos, assistindo ao Jornal Nacional na TV. Assisto uma matéria sobre uma festa popular na Bahia. As imagens: um trio elétrico sobre um caminhão arrastando milhares de pessoas seminuas, pulando, suando, bebendo e cantando sob um céu furioso. Não consigo me imaginar atrás daquele trio elétrico.

Não consigo me sentir próximo do espírito daquela festa, embora esteja igualmente seminu e com calor e a notícia seja apresentada num tom de absoluta normalidade, como se aquilo fizesse parte do meu dia-a-dia. Assisto a seguir uma matéria sobre a chegada do frio no sul. Vejo o Rio Grande do Sul. Vejo os campos cobertos pela geada na luz branca da manhã, vejo crianças escrevendo com o dedo nos vidros dos carros, vejo homens de pala andando de bicicleta, vejo águas congeladas, vejo gente esfregando as mãos, gente de nariz vermelho, vejo a expectativa de neve na serra, vejo o chimarrão fumegando. Seminu e com calor reconheço imediatamente aquele universo como meu.”


Do ensaio Estética do Frio, sensacional.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

quinta-feira, 31 de março de 2011

Saiu

Ora, tomar cerveja não é um gasto:
é um investimento em felicidade!

MIDAS

(música)

Tudo o que ele toca é ouro
dono do tesouro do reinado impressionar
Compõe retratos amarelos
gosta do que é velho só pra rir depois chorar

Pa pa para pa, pa para pa

Do alto da noite pronto para voar

Pa pa para pa, pa para pa

Escreveu errado para a lua tocar

Pa pa para pa, pa para pa

Um quadro negro teve que apagar

Pa pa para pa, pa para pa

A boa nova é alegria no ar

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

(Sem) Saco

E essas bibas, todas querendo ser produtoras de moda...

A genialidade de Rodrigo Azevedo

Dos aromas
Ainda não descobri odor melhor que o das lavanderias de roupa. Parece o cheiro da casa mais agradável que você não tem.

___

Mais, aqui: http://azevedoprosaroverso.blogspot.com/

Vallenato Brasileiro

O sol já chegou oioiô
é verão e Iemanjá olalá
nos chama pro mar olelê
para refrescar.

Quem é da terra oioiô
não vai alto mar olalá
marujo d'areia olelê
não vai se arriscar.

__

Na Bahia tem o samba, tem o povo e também a capoeira;
lá em Minas tem o queijo, um cafezinho
e no Rio eu sou Mangueira.

O paulistano de verdade - todos sabem que a garoa desce fina;
a beleza, o encanto, tá na praia
Santa e bela Catarina!

__


O gaúcho que é bem bravo quer o mate, a alpargata e não chinelo;
no Maranhão o que eu mais quero na verdade é o dedo amarelo.

Para a canalha - todos sabem a história, o negócio é o Baião
Quisera eu ser filho de Pernambuco, um irmão de Lampião.

Orangotangos

Orangotangos soltos pela escada.
O coco não é nosso
essas vidas, a desgraça.

e o Brasil é o paraíso.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Turma, (III)

vou dar um tempo deste blog.
Ou não.

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Por enquanto, fiquem com
A CORRIDA DE PINGOS!

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Descoberta (II)

E eu,
que descobri que existe absorvente com perfume.

Preciso saber um pouco mais sobre mulheres...

Descoberta

E eu,
que descobri que os Beatles inventaram Offspring.

Preciso saber um pouco mais sobre The Beatles...

En la vereda

Deja que el viento te lleve
- el mismo viento que se choca con tus ojos de esperanza.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

W.C.

A urina sobre a naftalina
a cara franzida de prazer.

A chuva lá fora
um poema barato.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

A maior estupidez

é querer traduzir poema.

A Morena 2.2

ela é assim
tão diferente
e ao mesmo tempo tão parecida a mim...

Elegante
terna
sincera.
e eu sempre,
na calada da noite,
à procura dela.

_

E agora
que faz vinte e dois:
será uma juiza?
viverá uma vida a dois?

__

Ela me pede poemas
sabendo que faz parte daqui
porque sabes muito
o quanto já a escrevi.

E coisas lindas,
falando das nossas paixões.

Nós,
viventes:
apenas dois brincalhões.

O que me irrita em Porto Alegre

Saber que volto de Buenos Aires e
Á
ele estará lá:
o maldito muro da Mauá.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Cualquiera

A - D7m
E se eu corro atrás
você diz que não quer
como Jorge Ben
como Tom Zé

como Seu José
o intelectual.

F-G-A
Quem vai ser a nova voz
A
do Brasil?

A-D7m
do Brasil
ele sim, senhor
e eu já sou tio
tenho vinte e dois
e eu já sou tio...

Eu te amo.

Ultimamente ando pouco inspirado para escrever...Acho que aí, perto de ti, me sinto mais confortável.
É que contigo eu posso ser eu mesmo. Rir demais, falar bobagens, entrar em grandes discussões, sobretudo políticas...e não são discussões com vencedores e perdedores. São táticas de guerra em busca do bem, para vencermos juntos.
Sem contar tua paixão pelo futebol, d'eu sempre te incentivando a jogar, da tua desilusão com o futebol, d'eu sempre te incentivando a jogar.
Teu coloradismo já nos fez mal. Aliás, apenas eu te fiz mal pelo teu coloradismo.

Sei que nascemos para ficar juntos, seguir juntos essa bela e jovem, sempre jovem, estrada que é a vida.

Meu amigo Rodrigo Azevedo: obrigado, eu te amo.

Maurício Levy

Carreira

A Antropologia destroi fantasias. Eu vou é estudar Cinema...

Tédio

Mais um dia preenchendo
os fundos de caderno.
É assim,
os professores se atrasam
as loiras conversam
e eu não penso em nada.

A não ser escrever essa bobagem.

Estava pensando...

talvez a História não seja uma ciência exata...

Das minhas manias

Café com 13g de açúcar, por favor.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Turma, (II)

vou dar um tempo deste blog.
Ou não.

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Por enquanto, fiquem com
A CORRIDA DE PINGOS!

quarta-feira, 14 de abril de 2010

O Tempo

uma obra dos ótimos Móveis Coloniais de Acaju



A gente se deu tão bem
Que o tempo sentiu inveja
Ele ficou zangado e decidiu
Que era melhor ser mais veloz e passar rápido pra mim
Parece que até jantei
Com toda a família e sei
Que seu avô gosta de discutir
Que sua avó gosta de ouvir você dizer que vai fazer

O tempo engatinhar
Do jeito que eu sempre quis
Se não for devagar
Que ao menos seja eterno assim

Espero o dia que vem
Pra ver se te vejo
E faço o tempo esperar como esperei
A eternidade se passar nos dois segundos sem você
Agora eu já nem sei
Se hoje foi anteontem
Me perdi lembrando o teu olhar
O meu futuro é esperar pelo presente de fazer

O tempo engatinhar
Do jeito que eu sempre quis
Distante é devagar
Perto passa bem depressa assim

Pra mim....

e por aí vai!

Para ouvir a linda canção,
http://www.youtube.com/watch?v=hET7_kZeLf0

Inspirações no quinto planeta

como uma história de bebê
cansei de ser
parecido com alguém
que eu já gostei
em um romance sem igual
de filme francês
se eu fosse um arlequim
não seria inglês.

Ceci est une histoire d'un amour
de Sieur Tojour.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Não sei

às vezes me pergunto

de onde
é que tu vens?

Vou contar pra vocês

Tem uma moreninha que mexe comigo.
Não sou assim, de chamar de moreninha.
Mas é que ela é moreninha mesmo,
pele passada do mel, não morena: moreninha.

"Nunca a vi, sempre a amei" - nome de filme do Intercine.

Ela é assim,
jasmin.
Não a flor,
melhor, mais explendor:
a princesa -
que rege os meus sonhos de criança com infinita destreza.

Foi rima fácil, eu sei.
Mas também não achei que fosse assim
tão simples
gostar de alguém.

Pense na dicotomia da Antropologia.

O que é natural. O que é cultural.

O amor é natural? - sentimento de dentro, da nossa natureza.
ou
O amor é cultural? - sendo assim, o natural é a cadeia "macho-fêmea-reprodução".

Isso diz Foucault.
A mesma linha seguia Ken Kesey, ao dizer que quando começamos a reconhecer e expressar as primeiras palavras, deixamos de viver o livre, o natural, para adentrar no mundo dos símbolos, o mundo da cultura.

E Deus.
É natural?
ou
É cultural?

___

Sabemos as respostas, ninguém aqui é bobo.
Agora, atire a primeira pedra quem nunca sentiu a Deus e ao Amor.

Dou um doce

Pra quem conseguir me definir o que é brega.

terça-feira, 6 de abril de 2010

London town

Te perdiste en el huracán
viste cómo són las cosas
Te aferrras
te aferras
te aferras
y el viento te lleva igual
Que los dioses te protejan donde vayas

Y que tus santos te cuiden en el mar.

El olvido no perdona
viste cómo son las cosas
Del polvo venimos, andamos,
después todo al polvo va.

Yo no creo en volver a empezar .

Lo que un día vi,
no lo veo más
Veo siempre una serpente amarilla,
violenta,
se muerde a la cola.

Tanta estupidez,
tanta vanidad
Y lo que fue hermoso
nunca más ya los será.
Llueve y esta gris,
el sol ya vendrá...

Casi siempre está nublado
en London town.

-

Y así se pasan los años,
viste cómo són las cosas
Volvemos,
volvemos,
volvemos al fin al mismo lugar
mientras tanto fumo un faso en London town.

Ella dice que está bien,
él dice que está mal
No se cansan nunca de actuar
y actuar
esa misma pena.

Tanta estupidez,
tanta vanidad
Y lo que fue hermoso
nunca más ya lo será.
Llueve y está gris,
el sol ya vendrá...

Buena suerte nena
desde London town.

Esta es la historia de Sören

En 1840 se comprometió con Regine Olsen, de 17 años, pero muy pronto se dio cuenta de su incapacidad para aceptar ese vínculo, a causa de su naturaleza melancólica y su vocación filosófica. Rompió el compromiso matrimonial en 1841, sin razón aparente, y este hecho fundacional lo llevó por los caminos de la poesía y la escritura, ya que liberó en ellos la primera agitación furiosa de su actividad estética, aludiendo en sus textos a esta situación en reiteradas oportunidades.

Esta es la historia de Rodrigo

Evita la posesión porque el éxito de la seducción pone fin al placer y, esto implica, en cierto modo, un compromiso con la realidad, mientras que lo que a él lo motiva es la idea, la imaginación.

quarta-feira, 31 de março de 2010

En el baño de un hostel

Yo clavé mis ojos en vos
y te voy a llevar
al sol.

Obrigado, mundo.

Lá pela adolescência, tive uma namorada que me ensinou o quão bom era estudar.
Logo ali, já!, saindo do colégio, uma namorada que me ensinou o que era fogo. E, depois de um ensejo, o que era amizade.
E después, como num toque de mágica, uma namorada que me ensinou...(hija de puta!) tudo.
E, passado os aprendizados, uma namorada boring, que me reensinou o que é fogo. Além disso, me fez prezar pela elegância.

E eu fico pensando...
a próxima, o que fará?

Serei eu um...vegetariano?

terça-feira, 30 de março de 2010

¿Lo que hacer?

Jogo sozinho.
Pedi pra sair, eu sei, não reclamo. Agora estou aqui, neste clube, que só pensa em retranca.
Mesmo assim, a bola vem e eu viro, bato, sempre em direção ao gol.
Há na cidade bons companheiros de ataque. O que eu conheço mora longe, joga em outro bairro, jogamos pouco.
Jogo sozinho.

Três primeiras impressões em Buenos Aires

Peitos.
Peitos.
e Peitos.

Claro, é uma metrópole: também há poluição.

Poema

Este bêbado, amigo da madrugada.

Tchau

Cada dia menos, cada dia menos, cada dia menos.
E eu mais.
em mim,
Feliz.

domingo, 28 de março de 2010

segunda-feira, 22 de março de 2010

Da preservação

Essa coisa de disponível no MSN.
Como assim disponível?

Princesa Jasmin

*te dou um abraço

*apertado.

*te peço em casamento

*te apresento uma aliança cheia de doce de leite

*vamos pra lua-de-leche em Manaus

*sequestramos um índio

*uma onça pra ti

*uma pra mim também

*dá 9 meses nasce um menino com a tua cara

*ou uma menina com a minha cara

*e ele ou ela será metade loiro e metade morena.

*vamos à Ilha do Mel

*tu me apresenta o nascer do sol

*vamos à Porto Alegre

*te mostro a Avenida Sepúlveda

*eu te apresento o pôr-do-sol.

*Seremos suspeitos

*de um crime perfeito.

*Mas crimes perfeitos

*não deixam suspeitos...

Das coincindêcias

Um democrata morar em frente ao Congresso Nacional.
Aconteceu comigo: Argentina.

sexta-feira, 19 de março de 2010

sexta-feira, 12 de março de 2010

Borracha

É disso que eu preciso aqui na Argentina.
De uma borracha.

___

O problema é quando a história é escrita à caneta.
Aí, aquela borracha de dois lados não apaga direito:
deixa vestígios, marcas.
E o liquid paper então, nem se fala:
é só passar a unha e tchau,
a história está ali de novo, para ser lida e relembrada.

___

Mas parado eu não vou ficar.
Já to indo ali, ver se compro uma borracha.

quarta-feira, 3 de março de 2010

segunda-feira, 1 de março de 2010

Asas

É...estranho. Isso, de deitar na cama e não pensar em ninguém.
Essa vida de solteiro é tão fácil e ao mesmo tempo tão vazia...

__

qué raro que seas tú quien me acompañe, soledad

a mí que nunca supe bien cómo estar solo.

__

Não gosto de ninguém.

__

O meu amor está guardado ali,
no criado-mudo.
Percebes? Não tenho a gota da coragem para dizer o que eu sinto.
Ali, bem em frente aos teus olhos...

__

É só teu coração
que não te deixa amar.
__

E eu paro pra pensar.
Será que quero te dizer o que eu sinto?
Será que é nostalgia
e não paixão?

__

Não há mulher, irmão, que goste desta vida
ela não quer viver as coisas por você.

__

Enfim, quando sai de casa, o solteiro é feliz.
Vê a lua, se enamora de alguma...
O problema, meu amigo,
é ter que dormir cedo.
E aí, é estranho. Isso, de deitar na cama e não pensar em ninguém.
Essa vida de solteiro é tão fácil e ao mesmo tempo tão vazia...

Prelúdio

do amigo e gênio Pablo Gross

o tempo
o medo
o vento
e a chuva em gotas frias

e a hora
agora
vira estranho em meu sorriso

o meu sorriso o medo
de todos meus segredos
que tanto tento esconder

E na cidade escura e fria eu ando
pensando tanto a seu respeito

imaginando um fim.

E o tempo venta gotas em meus olhos
E a chuva lenta, amarga e fria
vazia pra mim
e ela ali.

Que tantas vezes tentei apagar
fugir de tudo em alguns segundos
acreditar
na minha pulsação.

E agora aqui
seus olhos me dão um sentido
lembrar em vão
de tudo, um segredo
de um sorriso
indeciso...

________

Para ouvir esta linda música, www.bandasgauchas.com.br/figura8

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Uma sincera declaração de(u) saudade

por uma loirinha

"Sem você aqui minha boiada não tem bois; meu arroz não tem feijão; meu som não tem Calypso; meu boteco não tem cerveja; meu pôr não tem sol; meus pulmões não tem fumaça; minha fogueira não tem vinho; meu coração não tem loirinho"

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Ao ler FHC, descobri, entendi: morreste para mim.

"As pessoas que morreram e que nos foram próximas, de alguma maneira, continuam a nos influenciar. O que não há mais é o contrário: não podemos mais influenciá-las".

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

sábado, 9 de janeiro de 2010

Lá vem de novo

acho que estou
gostando de alguém.
e é de ti
que não me esquecerei.

Como vai ser ruim demais

Olhar o tempo,
ir sem ver os seus abraços,
seus sorrisos
ou suas rimas de amor.

Microondas

Ah, aquele cheiro impregnado
de lasanha congelada.

Em verdade, nem mais gosto tanto.
Mas ainda faço pra lembrar.

de mim.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Solo más una canción

alento, genialidad, arrogância, soberba, enorme capacidad de cair una e mil veces e levantarse una e mil veces más. falta de autocrítica, ilusión, esperanza, autodestruición.

Que estoy haciendo?

Tengo el corazón en un puño
Y tu trabajas en el correo
Maldito sol
Yo te esperaba em mi casa


Y te fuíste a trabajar
Y no me olvido de no olvidar
que estas murriendo
ellos te matan por tener el control
cuando debian te ayudar
y dejarte ver
que debes vivir más.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Natural

A beleza
se resume
em mulheres
que ao rir
cerram os olhos
assim como as japonesas.

A saudade
se resume
em mulheres
que ao lhe sorrir
fecham os olhos
assim como as japonesas.

---

Não deve-se confundir
saudade
com
vontade.
Ou seria o contrário?

Isso.
Hoje, ontem,
sempre.

Vou te contar
que falta faz
meu sol nascente.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Dos poucos momentos que viram eternos

A bela é sempre muito ocupada
quando não é trabalho
é estudo
quando não é estudo
é trabalho

Eu admiro a bela
por tudo
até mesmo por não sobrar
tempo
para mim

Isso não significa que
os outros
não sejam importantes
pelo contrário
a bela valoriza os mínimos
detalhes

Prova disso é que
quando estou com ela
o tempo não passa
o destino vira amigo
e o mundo se torna

A Perfeição.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Tudo muito claro

Claro, estava logo ali: na minha frente
e eu nem percebi.

Não tínhamos como dar certo.
Ora, eu começo a ler gibi da Turma pela última página, na tira de três quadros.
Imagine! Pra ti, isso é imoral, ilegal ou engorda.

sábado, 7 de novembro de 2009

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Maravilhosa

sabe
gosto muito das tuas curvas, elas me lembram o Rio.
Oh! Que elogio para o Rio.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Mulher Super-Quimera

Não adianta. Ela não tem o jeito da coisa.

Não é meiga. Não é fofucha. Muito menos um amor.
Não consegue usar o abre-e-fecha fácil da Lacta.
Não sabe abrir nem Halls nem Clube Social pela listrinha vermelha.
Não consegue beber nada sem se derrubar.

Só come carne mugindo e fugindo.
É zagueira.

Não tem paciência para o telefone.
Não consegue dar explicações sem trincar os dentes.
Não tira os nós dos sapatos.
Não usa roupas passadas.

Acorda e põe as mesmas meias de ontem.
Escova os dentes com vigor.

Não penteia os cabelos há cinco anos.
Não sabe se maquiar.
Não usa cores vivas.
Não dá abraços com os dois braços.

Seu namorado reclama que ela só machuca ele.
Estrala os dedos sem parar.

Às vezes acho que foi encontrada em uma gruta,
em meio a ossos e pedras.
Ela, a menina ogra.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Saiu na mesa de um bar

Não dá para assim
forçar a poesia.

Ora, ela vem.

É o vento
é o fogo
a terra
e o ar

E mais que tudo
ela inspira para andar

Em frente
Que eu também sou gente.

de rimas fáceis.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Vou dormir

não sei se é para sempre.
Que bom que tu já estás na cama
vou esquentar minha mão direita nas tuas coxas
E, aos poucos,
descansar na tua marcada respiração.

A vida é linda
quando se está amando.

sábado, 26 de setembro de 2009

Quarenta e quatro

escrito em 19/10/2006

O sorriso.
Teu. Como é bom ver teu sorriso.
Onde tu me vê adormecer e dizer que te amo.
Acho que de todas as partes humanas que eu já vi,
o teu sorriso é o mais bonito. De todos.

O teu sorriso mais lindo, Bom Dia!
Alegria.
Ou que tal aquele sorrizinho de dia nublado?
Sabe, eu gosto de sol. Isto é, sorriso. Teu.
Ou aquele que já vale por uma cena de cinema.
Enfim, sorriso.
Teu. Como é bom ver teu sorriso.
Onde tu me vê sempre adormecer e, ao fechar os olhos,
dizer mais uma vez, sem cansar, que te amo.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Novos Rumos

escrito em 27/10/08

Desde que se tornou um homem de conversas sérias, ele a usava sempre.
Ela já o consumia.
Mais forte que ele? Nunca.
Ele passara o ano com ela.
Vamos ali? Ela vai junto.
À noite também? Sim.
Começou a se escabelar.
Era isso mesmo que queria para sua vida?
Respondeu sim.
Agosto, setembro, outubro. Ele não parava, ela não deixava: vício.
Cada vez mais.
No sábado-véspera de eleição no Brasil, ele a usou "pela última vez".
Estava decidido.
Um cheiro daquilo aqui e outro acolá talvez ainda o remoem.
Mas ele, homem de bons princípios, já decidiu.

-Adeus, política.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

A terceira composição

Ela.

sorrisos
abraços

Eu.

Ensaio sobre alguns

Os intelectuais. Os intelectuais não gostam de estudar, ou seja, não gostam de trabalhar. Os intelectuais dedicam-se apenas ao que realmente gostam. E aí o fazem com prazer. Ou dedicam-se e mostram seus dotes quando são exigidos e, na birra, tentam dar uma resposta às questões impostas por certo sistema (sim, aquele).

Os inteligentes. Estes gostam de estudar, se aplicam, falam línguas. Nasceram com uma consciência menos ampla que a dos intelectuais - as tais portas abertas. Porém, os alcançam na base do estudo e do trabalho. Estes até praticam esportes como o surfe. Os intelectuais não. Intelectual tem alguma parte do corpo quebrada, não dá certo com esporte.

__

No fundo, isso é uma pena. Domínios (já que temos que viver em fronteiras) deveriam ser governados por intelectuais com espírito de inteligentes com visão intelectual.

Desculpem-me pela utopia.

Um beijo, boa noite.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

"Nada é grátis nesta vida"

o homem
por gerações
e gerações
procura achar
um porque à cada coisa.
Ora, meus amigos
elas,
simplesmente,
acontecem.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Porto Alegre Valerosa

Porto Alegre Valerosa
Com teu céu de puro azul
És a jóia mais preciosa
Do meu Rio Grande do Sul

Tuas mulheres são belas
Têm a doçura e a graça
Das águas, espelho delas,
Do Guaíba que te abraça

E quem viu teu sol poente
Não esquece tal visão
Quem viveu com tua gente
Deixa aqui o coração.

(Hino da cidade, composto em 84 por Bruno Outeiral)

terça-feira, 25 de agosto de 2009

A mil vontade de beijar-te

estamos sentados
de lado
na cama

se olhamos e
rimos e deitamos e...

poderia a semana ser assim.
se olhando, se olhando,
se olhando...

Três filhos

Ela é mulher forte
bonita.
Sapatos vermelhos
a calça jeans azul
o couro preto do casaco
o relógio e a imponência.
Bochechas e bolsa,
rojas también.
E agora vi, blusa
aberta escarlate.
Aliás,
gostei do olhar
no olho, minha
bonita e cara éle.

O controle da água gaseificada

texto de 2007

Água. Há quem a ame, há quem tenha pavor do seu gosto insípido (na tradução da palavra, aliás, encontramos adjetivos como "desagradável; monótono"). Porém, todas as formas conhecidas de vida necessitam de água. E a água está mais presente em nossas vidas do que se imagina.
Considerada como purificadora na maioria das religiões - entre elas o Hinduísmo, Cristianismo, Judaísmo, Islamismo, Xintoísmo (tradicional religião japonesa) e Wicca (religião neopagã que explodiu na década de 40), a água se tornou um produto de consumo fortíssimo após o Século XXI. Justamente quando deveria ser preservada e bem distribuída.
Existem sete tipos de água fornecidas para o abastecimento humano: água canalizada (a popular água da torneira); água de mina; água purificada; água artesiana; água mineral; água gaseificada naturalmente (retirada da sua fonte já com dióxido de carbono) e a água gaseificada artificialmente, onde o H²O sofre tratamento e é adicionado à sua composição dióxido de carbono (CO²). É aí que está o problema.
Sem contar os grandes impactos ambientais do consumo da água engarrafada, não há no Brasul uma lei de fiscalização em cima da água gaseificada artificialmente. Ingerido em excesso, o dióxido de carbono pode causar irritações, náuseas, vômitos e hemorragias no trato digestivo. Pegue uma água com gás artificial. Olhe naqueles números pequeninos, "expostos" de tal maneira para esconder a absurda adição de Nitrato, utilizado para deixar a água leve, e procure o CO². Não encontrará.
Considerada como o setor mais dinâmico e um dos mais lucrativos de toda a indústria de alimentos e bebidas, uma vez que o consumo de água engarrafada aumenta cerca de 12% a cada ano, a água, em breve, estará no rol do petróleo e do minério. O que me deixa ainda mais temeroso é que a água da torneira - a saída sustentável - pode estar indo para um caminho também nada agradável. A adição em excesso de cloro e flúor em seu tratamento pode causar perigosos danos à saúde pública.
O que fazer? Fiscalizar. O governo não faz? Faça. Como? Deixe de comprar água engarrafada. Grandes mudanças de comportamento da humanidade ocorreram devido à mobilização popular, e não de parlamentares. Converse com seu vizinho, sua família, seus amigos. Unam-se pela causa. Está mais do que na hora de vivermos bem. E sustentavelmente.

Pies en la ruta

No hace gracia estar aqui
quiero todo fin de mes
comprar chinos em Madrid
volverme a enscender

Hoy me voy para Berlin
emboracharéme
como pibe de Paris
reír otra vez

porque solamente voy
como un gusano

me voy para mejor
como mi hermano

como mi hermano.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Cór e Arte (ou mais um fundos de caderno velho)

o problema de ser professor é repetir a mesma
aula a cada ano.

o problema de ser o fofão é que ele sempre
vai ser esmagado.

JOÃO MOREIRA SALES - NOTÍCIAS DE UMA GUERRA PARTICULAR
EDUARDO COUTINHO - PEÕES

FILME: OBRIGADO POR FUMAR

www.revistavidasimples.com.br

*REVISTA ENTRE LIVROS

HAROLD LASSWELL: "Quem? Diz o que? Por que canal?
Com que efeito?"

...AND WE ARE ALL TOGETHER!

QuIlmeSrock -> La Vela Puerca / Intoxicados

tá cabando as linhas...ó céus, ó vida, ó cruel. HAHA

tá na hora de apagar a velinha!!!
construção - Chico Chicote

FOMTES AVISA LÁ, AVISA LÁ, AVISA LÁ QUE EU VOU
AVISA LÁ QUE EU VOU!

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Fotografia

O inverno é assim
me leva logo a Paris.
Aqui.

__

Fui convidado a passar
o verão em Madrid.
Homem de garbo
preferi o frio.

__

Agora venha e me aqueça.
Nem que seja por uma semana.
E ao começo do dia,
acorde comigo.
Sorria:
me abrace.

God save the people

Hoje passei o dial por uma rádio, a noventa ponto três, se não me engano.
Rádio evangélica, protestante, neopetencostal, enfim.

E o locutor: "nós que nos humilhamos perante a ti Senhor, nos dê o caminho".

Ridículo, no mínimo.
Com Deus não há temor. O sentimento certo é o AMOR.

Deus é nosso amigo, nas boas e nas más. Ele nos ama.
Se existe um Deus, ou três, ou cinco, ele é amigo, companheiro.

A Deus não se teme. Se ama.

Deus não é um ser supremo. Deus é tu contigo. Sou eu comigo.
É nós com Deus.


De algum soldado francês.

__

Update: Da música "Terapia Solar" - gaúchos da Chimarruts

"O caminho mais perto não é sempre o certo
por isso seja justo, faça o que é correto
lembre-se que Deus está dentro de você!
E te faz enxergar sempre além da verdade
espantando o mal e sua falsidade
que espera um momento pra chegar até você.

Por isso peço que você não viva a se enganar
acreditando em tudo que vê
nas coisas fúteis que se pode tocar
ponha fé nas coisas do coração
bote em prática na vida o bem
nas coisas simples se guarda a essência
que levaremos muito mais além!"

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Dream

Sitting in an english garden, waiting for the sun..
If the sun don't come you get a tan
from standing in the english rain!

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Viva a utopia!

Que bons tempos aqueles em Botafogo, onde São Pedro ajudava os boêmios. Das nove da manhã às dezoito horas, chuva torrencial. Íamos dormir por esse horário, nove - quando íamos. É que tinha dias que não chovia. Então íamos à praia. À Copacabana, a pé, desafiando as bicicletas e a vida por dentro daqueles túneis que só o Rio de Janeiro sabe fazer. À Ipanema e o Arpoador, ônibus.

Que bons tempos aqueles em Botafogo, onde, de ressaca, se acordava todo dia vomitando o salgado da padaria da esquina. Onde um minimercado de chineses nos apresentava o verdadeiro miojo de guerra e descobríamos como o comunismo faz para encher a boca de 1 bilhão de gente.

Que saudade daqueles tempos em Botafogo, onde, quando não acordava ao lado de uma herdeira dos trejeitos Ovimbundos, ia cedo tomar um suco em alguma fruteira da Marquês de Abrantes sem antes comprar um Lance!. Que saudade de pegar fila nas padarias da Marquês, de reclamar de como se comia mal naquela cidade, do alto preço do frango.

Que bons tempos aqueles em Botafogo, onde o nosso vizinho Pão de Açúcar 24 horas nos fazia os galãs da noite. Tchê guria, vamo tomá ceva a 1 real lá em casa e tudo feito. Um real a cerveja.
Que saudade...

Olha, eram bons tempos aqueles em Botafogo. Mesmo quando se programávamos mal e tínhamos que pegar um táxi pra ir até a Zona Oeste. A conversa com os motoristas sempre rendia vários frutos. Nós, sempre bêbados. Eles também. É que quem é de fora e de uma cidade fria e mal-humorada se espanta com a alegria que escorre pela bocas daqueles desgraçados. O Raul uma vez disse: "Se eu fosse burro eu não sofria tanto". Talvez seja este o problema de Porto Alegre: muito intelecto, muito socialismo jogado fora no bar e pouca vida, pouco socialismo de verdade, o abraço pela vitória do Salgueiro, enfim, Rio de Janeiro. Voltando aos taxistas. As conversas até a Barra rendiam. Um, quando descobriu que éramos gaúchos, contou-nos que uma vez desceu até Porto Alegre e foi a Tarumã (acho que todos cariocas são fãs de velocidade). E elencou as melhores coisas que tem no Rio Grande do Sul: mulheres loiras, maconha e carne. Não sei se foi nesta ordem. E fomos rindo, como verdadeiros cariocas, até a Barra.

Que bons tempos aquele em que eu ia visitar o André, a Carol, o Bruno e a Bruna na Praia da Barra. As noites, na maioria das vezes, eram uma merda. Mas só por estar ali, amanhecendo na melhor beira de praia do Rio de Janeiro, derretendo, dando ponta no mar como criança, pedindo mais cervejas pro Eliahr...

Ah Rio de Janeiro...e eu ainda nem falei na Lapa, das vans, do whisky, da música, do futebol, do inglês, do espanhol, de ti...



Com a Carol, no quiosque do Elias!


Eu e Brunão, começando o belo dia lá na Praia do Pepê

Gente Carioca

Meu amor pelo Rio de Janeiro
Vai além do mais forte sentimento
Dura mais que o próprio tempo
Zomba até da própria morte
É sua sorte
É tarde

Vou ver o sol se por
E a cidade se acender
Lá da pedra do Arpoador

Saudade dos dias que virão
Desses dias de verão
Incendiando o azul do mar

A graça
Do Cristo Redentor
A cidade a seus pés
Abençoando os seus fiéis
Deus salve essa gente carioca
Salve o Rio de Janeiro
A cidade que é de todo brasileiro.

Salve o Rio de Janeiro
Foi ali que um milagre aconteceu
Fez nascer generosa natureza
Rara beleza
Cidade que é maravilhosa
Esplendorosa

Meu amor pelo Rio de Janeiro
Vai além do mais forte sentimento
Dura mais que o próprio tempo
Zomba até da própria morte
É sua sorte.

Salve o Rio de Janeiro.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

PB

Se eu viajar para o Rio de Janeiro, terei de te pedir em casamento no Arpoador. E para comemorar, beberemos os mais variados drinks, os pretos e os brancos. E no Rio de Janeiro, jogaremos futebol na beira da praia. E em Porto Alegre, tudo acabará em sonho. E em Porto Alegre, escondidos, beberemos os mais variados drinks, os pretos e os brancos...

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Todas elas juntas num só ser

lapso de inspiração buarquiana/duo com Chico
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I
Quando eu sair daqui, vamos nos casar no nosso sonhado bairro cinza. Lá, você pode morar naquele sobrado colorido e feliz que destoava de tudo e de todos, como sempre fizemos em nossa vida. E se o bairro não for mais o mesmo, providenciarei um sobrado em San Telmo, para que desças todo final de tarde e saia a caminhar. E se faltar luz elétrica, providenciarei um gerador para você ver televisão. E você não vai prestar atenção em mim ao ver televisão.
Porque no sobrado você cuidará de mim e mais ninguém, de maneira que eu fique completamente bom. E plantaremos árvores, e escreveremos livros, e se Deus quiser ainda criaremos filhos nas terras que sonhou. Lá em casa como em todas as boas casas, na presença de empregados os assuntos da família serão ditos em francês. Se bem que para você até pedir o sal já é assunto de família.
Quando eu sair daqui, vou te levar pra ver o circo que é a vida, mesmo que não gostes de circo e eu de vida. Ou é ao contrário, não evoco.
E plantaremos árvores, e escreveremos livros, e se Deus quiser ainda criaremos filhos nas terras que sonhou.
Estou pensando alto para que você me escute.

II
Quando eu sair daqui, beberemos vinho barato pelas ruas de Madrid. Lá, você poderá praticar todo castelhano que não sei hablar. E você rirá de mim porque eu não entenderei nada do que vocês conversam. E eu rirei porque você rirá de mim porque eu não entenderei nada do que vocês conversam.
E cantaremos Fito Paez.
Quando eu sair daqui, no nosso sobrado no bairro cinza ou em San Telmo, não recordo, você cuidará das plantas do nosso jardim.
E quando eu me perder pela cidade você saberá compreender. Quando eu me perder pela cidade, você saberá que eu saí para matar ou pra chorar. E voltarei para casa fumando cigarros sem querer. Você sabe, há coisas que me ajudam a viver.

III
Você está aí? Que bom. Pra você pode não arder mas...feche um pouco a persiana, a luz da manhã irrita os meus olhos claros. Aonde eu estava?

IV
Você sabe o que eu quero quando sair daqui. E estou prestes a sair. Quando eu sair daqui, vou me deliciar nos teus braços bronzeados, na tua pele que nem no maior rigor do inverno fica clara. E seremos feijão e arroz. E seremos um só em um só corpo. Mas calma, eu preciso sair daqui.
Eu sei que te aborreço. Eu sei que está cansada. Vou te contar um segredo. Quando vi você pela primeira vez, na frente do banheiro, olhei nos teus olhos, lembra? Estou sem forças para continuar. Me dê a mão e me sorria.

V
Oi? Claro, nem todos, mas dediquei muitos a você. Alguns até me escondi, disse que quem escrevia se chamava Leonardo. Está aqui, você pode ver muito bem.

VI
Para eu sair daqui, você tem que sair daqui.
E seremos livres. E seremos felizes, sem prestar contas a ninguém. E aí sim, te levarei para morar no sobrado cinza que minha família construiu. E lá em Botafogo, você poderá trabalhar tranquilamente, há muitas casas deste ramo pelo aterro. Mas se o bairro não for mais o mesmo, providenciarei um apartamento em Ipanema, para que desças todo final de tarde e saia a caminhar. Porque no Rio de Janeiro eu lhe cuidarei como ninguém. E plantaremos árvores, e escreveremos livros, e se Deus quiser ainda criaremos filhos nas terras que sonhou.
No Rio de Janeiro viveremos felizes.
Quando eu sair daqui, vou me deliciar nos teus braços bronzeados, na tua pele que nem no maior rigor do inverno fica clara. E seremos feijão e arroz.
É muita morfina, acho que estou um pouco assustado.

VII
Não fosse você ter me visitado hoje à tarde, a segunda-feira ia ser uma merda. Não produzi, dormi em horários errados e ameaço a terça-feira e a semana. Justamente a minha semana de recuperação, a semana da saúde. Você sabe, dormir e se alimentar bem, acordar cedo e essas coisas nos deixam fortes e imponentes, o que você precisa. Quero chegar bem de saúde ao importante baile. No baile, quero que vista roupa preta para que faça contraponto com a tua pele branca do vitiligo inverno. Saia e volte quarta-feira. Agora, só preciso de descanso.

VIII
Já são duas e lá vai fumaça. Há sempre uma expectativa que me impede de cair no sono. É a mão que me sustém pelos louros cabelos. Até eu topar na porta de um pensamento oco, que me tragará para as profundezas, onde costumo sonhar em preto-e-branco. A memória é deveras um pandemônio, mas está tudo lá dentro, depois de fuçar um pouco o dono é capaz de encontrar todas as coisas. E qualquer coisa que eu recorde agora, vai doer. A memória é uma vasta ferida.

IX
Eu por mim sonhava com você em todas as cores. Também acho uma delícia quando você esquece os olhos em cima dos meus.
Se soubessse como gosto das suas cheganças à tarde, você chegaria correndo todo dia.

X
Zê ipsilon dê quinhentos e setenta e um. Rádio Guaíba éfe eme estéreo. Porto Alegre. Cento e um vírgula três megahertz. Classe especial para quem quer o melhor. Aumente o volume que eu vou dormir o sono eterno.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

O agente secreto e a conquista romântica diária

Contratei um perseguidor.
Uma sombra. Que a seguia a todo lugar que ia.

Contratei um perseguidor.
De carne e ossos e suiças e barba rala.

_____

Ela começou a desconfiar,
entrava em pânico quando notava a presença dele.

_____

Contratei um perseguidor.
E ele a seguia. Incenssantemente.
Ela poderia estar entre 40 mil pessoas.
Ele estava lá.
Na parada do ônibus.
Ele estava lá.
No shopping, no supermercado, no hospital,
na rua, no bar, no bar, na rua de novo.

_____

Para acabar com a enorme suspeita
decidi um plano:
ele a forçaria a saber seu nome.
A missão foi simples:
sentou atrás dela no ônibus
e, falando ao celular, soletrou.
S-O-L-E-T-R-O-U
Para ela.

_____

Suas informações sempre me ajudaram.
Principalmente no que eu sabia fazer melhor.

_____

Ela me conhecia ao pé da letra.
Mas disso nunca soube.

Eu contratei um perseguidor.

ogE

"Esta pode ser uma chance para os futuros estudantes (...)
As faculdades terão de se reiventar" - do post Jornalismo anárquico.

Agora, leiam.
http://www.diarioms.com.br/leitura.php?can_id=16&id=98132

sexta-feira, 19 de junho de 2009

La Mono

"Copiar de um é plágio
Copiar de muitos é pesquisa"

____

Porque não concluir o curso com algo
que realmente use a nossa mente,
a nossa sapiência?

____

Não.
vocês tem que ser moldados,
jornalistas diplomados.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Lapsos de prazer

Raramente ela escreve.
Para nós, uma pena.

Jornalismo anárquico

Caiu o diploma para labutar.
Sinceramente
gostei, apesar de não mudar muita coisa no tal processo seletivo.
As empresas continuarão contratando os melhores.
Porém
agora, os autodidatas têm mais chance.
Viva nós!
____

Esta pode ser uma chance para os futuros estudantes.
(a minha luta - por estar em final de curso - já está perdida)
As faculdades terão de se reiventar.
Até ontem, com a permissa de que só quem cursasse poderia trabalhar, as faculdades abusavam de aulas inúteis:
enrolação, na linguagem popular.
Certa vez meu amigo David Coimbra disse que jornalismo tinha que ser curso técnico de dois anos.
Certa vez meu amigo Ismael Moreira disse que na academia crescemos, aprendemos e erramos.
Concordo com os dois.
Anos.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Ora

seis horas de sono para os homens
sete para as mulheres
e oito para os tolos

Tolo

Viciado em sono.