1
Já era noite,
o tempo já me consumía.
O cabelo e a cara amarela
uma é natural
a outra é de anemía.
2
Esse lugar me dá nojo.
Abaixo de mim, a escória da humanidade.
"É hora de saltar do quinto,
cair no lixo, não morrer sorrindo."
3
Lá no céu a Esperança,
nome de mulher amarga.
O azul é como andar de bicicleta,
é como caminhar contra o vento por essa cidade.
"A Esperança, essa mulher amarga.",
4
Contas
contas
e mais contas.
5
O que pensará esta vizinha quando eu cair?
Aliás, quem me disse que é uma vizinha?
As prateleiras, claro - mulher gosta muito de plateleiras.
Toda mulher necessita um suporte.
6
Visão escura,
É o que eu não necessito nessa hora.
De que adianta uma sala de reuniões,
se nem amigos tenho para visitarem-me?
Vou por minha droga.
7
Aí estás.
Por favor,
desce e não demora
não borbulha
nem esfumaça agora.
Eu só quero consumir.
8
Por que tamanha lentidão?
É para culpar-me de todos que já fiz esperar?
É para dizer que todos esperavam de mim um gênio e saí blasfemo?
9
Esse é meu futuro, túnel escuro.
Ou a morte, ou a droga.
Essa é minha história.
10
Tu chegaste, minha amada.
Agora vou te consumir.
Droga negra
que vida minha alegra.
11
Uma vez mais, é assim:
ela me salvou.
Uma vez mais, eu direi:
-Drinking coffee every day.
____________
para ver esse poema em foto-novela, aqui está: http://www.flickr.com/photos/dukanadois/drinking-coffee

1 comentários:
O poema assusta e diverte. A fotonovela ficou absurdamente interessante....
beijos vermelhos e verdes....
pra retocar tamanho amarelo!
:o)
simone
www.embuscadepoesia.blosgpot.com
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